Início >RH Estratégico >Presenteísmo: saiba o que é e como impacta nas empresas

Presenteísmo: saiba o que é e como impacta nas empresas

Quem já viu um colaborador com a mente distante enquanto realiza as tarefas teve, pelo menos, uma amostra do que é o presenteísmo. Nessa situação, a atenção do profissional está dispersa durante o trabalho, prejudicando os resultados individuais e coletivos.

Entre outros motivos, o presenteísmo afeta a produtividade, pois necessitamos do engajamento das pessoas para alcançar os resultados empresariais. Por isso, devemos medir esse indicador, entender suas causas e adotar ações preventivas.

As melhorias envolvem práticas para agilizar a gestão de pessoas e são auxiliadas pela tecnologia, como o SAP WorkForce Software. Ao longo deste conteúdo, você encontrará as principais dúvidas respondidas e entenderá o que pode ser feito para evitar o presenteísmo. 

Por isso, não deixe de conferir!

O que é presenteísmo?

O presenteísmo é a ausência mental no trabalho. Nessa situação, o profissional deixa de realizar suas tarefas ou realiza as atividades de maneira pobre, pois sua atenção está completamente distante do serviço.

A forma mais simples de entender o conceito é pensar que, embora o corpo da pessoa esteja presente, sua cabeça está bem longe do trabalho. Aliás, para identificar o presenteísmo, podemos utilizar as avaliações de desempenho, a observação e a escuta.

Nas avaliações de desempenho, os reflexos da desatenção e do desengajamento podem ser vistos nos relatórios de produtividade e em erros ao executar tarefas. Na observação, percebemos a mudança de atitude no trabalho com o distanciamento mental do colega. Por fim, na escuta, o próprio colaborador se dirige ao gestor responsável para relatar dificuldades ou problemas de saúde.

Quais são os tipos de presenteísmo?

As causas podem ser mais complicadas de mapear, pois, o mesmo problema pode ter origens diversas. Em geral, vemos dois tipos de presenteísmo: involuntário e voluntário, assim como ocorre no absenteísmo.

No involuntário, o colaborador sofre com doenças, estresse, desmotivação, clima tóxico no trabalho, etc., tendo o presenteísmo como consequência desses fatores. Portanto, uma vez que a situação que não depende da vontade dele for eliminada, a tendência é que o profissional volte ao desempenho regular.

Já no voluntário, a questão está mais relacionada à indisciplina e ao desinteresse pelo trabalho. Um exemplo é o do colaborador que constantemente se distrai com redes sociais ou jogos digitais durante o horário de serviço.

Quais são os impactos do presenteísmo?

Ambos os tipos de presenteísmo merecem atenção dos gestores de pessoas pelos impactos no ambiente da empresa. Esse indicador é um meio em relação a outros resultados, que são influenciados por ele. Veja os principais impactos.

Reduzir a produtividade do colaborador

A produtividade é afetada em quantidade e qualidade. É muito comum, por exemplo, que além de baixar o volume de entregas, o colaborador cometa erros como consequência da desatenção no trabalho. Não à toa, ele acaba se prejudicando, tendo de realizar horas extras ou trabalhar sob pressão, devido aos resultados aquém do esperado.

Aumentar o turnover

O presenteísmo influencia o turnover. Não só a baixa produtividade pode levar a demissão do profissional como é um sintoma de insatisfação no trabalho. Logo, a tendência é o rompimento da relação de emprego, aumentando a rotatividade, se nada for feito para reverter o quadro.

Prejudicar o engajamento

Outra característica é que o presenteísmo pode ser encarado como o extremo oposto do engajamento no trabalho. Na prática, a perda de empenho e dedicação às atividades é a consequência mais imediata da dispersão mental no trabalho, sendo responsável por impulsionar os demais prejuízos.

Causar comportamentos inseguros

Em funções ligadas a riscos ambientais, a desatenção pode levar a acidentes de trabalho: cortes, quedas, eletrocussão, inalação de substâncias tóxicas, etc. Assim, o prejuízo pode ir além do resultado financeiro, causando sequelas nos colaboradores, bem como prejudicando a imagem da empresa.

Qual a diferença entre absenteísmo e presenteísmo?

Agora que você já sabe o que é presenteísmo, podemos diferenciá-lo de outro indicador importante: o absenteísmo. No absenteísmo, o profissional deixa de comparecer ao trabalho: nem corpo, nem mente estão presentes no serviço.

Em muitos casos, o absenteísmo é involuntário, como as ausências justificadas por atestados médicos, morte de familiar ou licença-maternidade. Em outros, o profissional simplesmente deixa de comparecer sem apresentar uma motivação legítima.

O ponto em comum é o impacto na produtividade. No absenteísmo, o colaborador deixa um vácuo na equipe, até mesmo, com a necessidade de substituição. No presenteísmo, comparece sem realizar as entregas esperadas e cometendo erros por causa da desatenção.

Como prevenir o presenteísmo na sua empresa?

A prevenção do presenteísmo acontece com medidas para eliminar ou mitigar as causas, especialmente com melhorias nas condições de trabalho. Como bônus por você ter finalizado a leitura, trouxemos 6 dicas para evitar o presenteísmo.

1. Defina objetivos e metas

Os objetivos e metas permitem que o colaborador visualize claramente em que ponto precisa chegar, usando esse norte para atribuir significado às tarefas. Por isso, é importante oferecermos esse sentido para as pessoas, evitando que o dia a dia seja uma rotina de “enxugar gelo”.

Para desenhar boas diretrizes, recomendamos a utilização da metodologia de OKRs. Nela, o gestor parte do objetivo comum e define quais resultados precisam ser alcançados, estabelecendo metas alinhadas com o propósito da empresa.

2. Qualifique as lideranças

As relações humanas no ambiente de trabalho estão entre os fatores importantes para o engajamento e motivação das pessoas. Entre elas, a relação com o líder é uma das mais importantes, tendo grande influência sobre o comportamento do profissional.

Desenvolver líderes que conseguem influenciar e incentivar as pessoas no dia a dia é um dos caminhos para evitar o presenteísmo. E o foco deve ser a transformação de gestores em líderes, de modo que os profissionais não dependam apenas da hierarquia para mobilizar os colaboradores.

3. Treine os colaboradores

A qualificação dos colaboradores também é um cuidado para mitigar as chances de presenteísmo. Isso porque, sem a capacitação para o trabalho, o profissional tende a não ver os resultados do seu esforço e sentir-se desmotivado, prejudicando o engajamento nas atividades.

Ademais, os treinamentos e capacitações podem se voltar para mudanças afetivas, ou seja, ligadas a valores e sensibilização. É o caso, por exemplo, de treinamentos de produtividade, em que, primeiramente, conscientizamos as pessoas acerca da importância de evitar distrações em seus serviços.

4. Crie um bom plano de benefícios

Outro cuidado é pensar no Employee Value Proposition (EVP), desenvolvendo uma proposta de valor para o funcionário que traga incentivos relevantes. Entre os pontos mais importantes, está o programa de benefícios — que oferece as vantagens de quem desempenha suas tarefas adequadamente no dia a dia.

Lembre-se igualmente de reconhecer o colaborador. Ao aliar os benefícios com o feedback positivo, criamos um sistema em que faz diferença entregar um excelente serviço, e a empresa não será um ambiente em que as pessoas apenas enxugam gelo para não serem criticadas em suas funções.

5. Cuide do bem-estar dos colaboradores

A empresa deve se preocupar, ainda, com a saúde mental dos colaboradores, avaliando o ambiente de trabalho e desenvolvendo políticas de bem-estar. Fique atento, especialmente, aos excessos de tarefas, jornadas de trabalho extenuantes e cobranças desproporcionais, pois são fatores que podem, até mesmo, causar o burnout.

Incentivos à alimentação saudável, aos exercícios físicos e ao uso dos benefícios na área de bem-estar também são exemplos do que pode ser feito para minimizar o presenteísmo. Trate esse ponto como prioridade para não atribuir a culpa do presenteísmo às pessoas, quando a causa do problema pode ser involuntária.

6. Use a tecnologia para gerir a força de trabalho

A tecnologia é fundamental para ter visibilidade dos colaboradores e das condições oferecidas no ambiente de trabalho. Nossa recomendação é usar o SAP Workforce Software — que possibilita o controle do tempo dos colaboradores, gerindo a força de trabalho e acompanhando a produtividade da equipe.

Com esses recursos, é mais fácil identificar as quedas de produtividade e localizar em que pontos os colaboradores podem estar sofrendo com presenteísmo. Posteriormente, com a implementação das medidas, o software facilita o acompanhamento das mudanças para verificar se as ações tiveram resultados.

Aqui na Intelligenza, podemos ajudar a sua empresa com todo o processo de implementação e, posteriormente, suporte à tecnologia SAP. Além disso, o WorkForce é uma solução oferecida como serviço, via computação em nuvem, o que possibilita uma implementação rápida e descomplicada.

Sendo assim, você pode aplicar seus conhecimentos sobre o que é presenteísmo, diagnosticar e tratar o problema na sua empresa. Afinal, terá uma ferramenta de trabalho adequada, além de boas práticas para melhorar o ambiente de trabalho.

Se o conteúdo foi útil, leia também o artigo “7 boas práticas para melhorar o engajamento dos colaboradores” e receba mais dicas para manter os colaboradores empenhados em suas tarefas!

2022-02-11T15:57:51-03:00

Share This Story, Choose Your Platform!

Sobre o Autor:

Profissional com mais de 14 anos de Experiência em Gestão de Pessoas. Sempre comprometido a entregar resultados através de pessoas com uma Gestão baseada em transparência, busca por melhorias constantes e inovações.